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Condomínio compartilha bicicleta para estimular consumo colabotativo

05/10/2017

Incentivar o uso da bicicleta como transporte para pequenos deslocamentos e também o lazer, disseminar os múltiplos benefícios da cultura de compartilhamento de bens, incentivar o bem-estar físico e criar um hábito saudável e não poluente. Estes são os fatores citados por José Alberto Saraiva Hokama, síndico do Combinatto Giardino, para justificar a importância do Projeto Bike Sharing, implantado por ele no condomínio do Nova Mogilar.

A medida pode ainda resolver outro problema facilmente encontrado nas garagens dos prédios, que é uma grande quantidade de bicicleta guardada por lá, sem que sejam utilizadas. “Eu moro em condomínio desde 2002 e este problema é recorrente em todos os lugares, vemos aquelas bicicletas amontoadas. Se elas forem compartilhadas, cada morador não precisa ter uma. Ajuda na organização e ainda na economia”, falou Hokama.

O projeto custou cerca de R$ 2 mil ao condomínio e resultou na compra do suporte, de capacetes, cadeados, além de três bicicletas devidamente equipadas com campainha, refletor e espelho retrovisor, conforme exigem as normas de trânsito. Durante os dois primeiros meses de execução, o uso dos equipamentos era gratuito, agora uma taxa de R$ 5 é cobrada, para a manutenção. Em junho, quando o Bike Sharing começou – foram 30 utilizações, em julho 58, 32 em agosto e até a última quinta-feira a contagem estava em 24.

Para o sociólogo Afonso Pola, o incentivo aos condôminos é de extrema relevância. “Eu acho este tipo de ação absolutamente importante. Principalmente para nós, que moramos em uma região metropolitana, bem ao lado de São Paulo – que é a maior cidade da América Latina e tem uma frota com mais de sete milhões de veículos – a conscientização é necessária. Do meu ponto de vista, a utilização de carros é uma perda de tempo, que aumenta a poluição, incentiva o sedentarismo e só traz malefícios. Esse projeto combate exatamente estes malefícios de uma sociedade que usa o carro de uma maneira excessiva”, opinou.

Hokama acredita que o Bike Sharing esteja ganhando popularidade e como reflexo, em alguns finais de semana, os moradores não encontram equipamentos disponíveis. Para ele, a ampliação no número de bicicletas pode acontecer, mas tudo depende das reuniões de condomínio. “Dependendo da demanda, que vamos fazendo o levantamento nestes meses de utilização, posso propor a compra de outras ou talvez a isenção da taxa de manutenção. Mas isso só entrará em discussão entre março e abril do ano que vem, que é quando acontece a Assembleia Geral”, explicou ele, que é síndico do Combinatto Giardino há quase dois anos.

Projetos como este podem ser o início de uma mudança, segundo Pola. “Na medida em que a população começa a mudar alguns hábitos e comportamentos, vai desenvolvendo outra consciência. Desta maneira vai adquirindo maior responsabilidade em relação às condições de vida do outro indivíduo, se preocupando com as outras as pessoas. E esse é um debate muito importante”, reiterou.

Além de refletir na diminuição da poluição gerada pelos automóveis, o sociólogo lembra que para a saúde é fundamental. “A expectativa de vida no Brasil vinha crescendo gradativamente e é alta até hoje, com as pessoas chegando próximo aos 102 anos. Mas as novas gerações têm hábitos alimentares ruins, o que pode causar uma diminuição dessa expectativa. Andar de bicicleta é uma maneira de melhorar a saúde e reduzir estes problemas”, disse Pola.

Autora: LARISSA RODRIGUES
Fonte: http://odiariodemogi.com.br/

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