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Lançado o Ammigo o primeiro para aumentar a segurança em condomínios por meio da tecnologia colaborativa.

25/07/2017

 

No mês de julho  foi lançado o Ammigo, o primeiro aplicativo do Brasil criado para aumentar a segurança em condomínios por meio da tecnologia colaborativa. Centenas de convidados participaram do evento na Dado Bier do shopping Bourbon Country e também assistiram à apresentação do ex-secretário nacional de Segurança Pública, Cel. José Vicente da Silva Filho.

Os co-fundadores do Ammigo, Martin Henkel, Ronaldo Stamm e Elton Medeiros apresentaram as funcionalidades iniciais do aplicativo. O acompanhamento de prontidão de portaria envia mensagens aleatórias que auxiliam o profissional a se manter alerta e vigilante; o aviso de chegada pode ser utilizado pelo morador quando estiver chegando ou saindo de casa e permite ao porteiro responder caso exista alguma situação suspeita; e o botão de pânico, que envia alertas para usuários cadastrados e permite acionamento da polícia, por exemplo, em situações de emergência.

A solução proposta pelo Ammigo foi elogiada pelo Cel. José Vicente da Silva Filho, que já foi consultor do Banco Mundial em São Paulo e África do Sul e membro do comitê de política internacional da International Association of Chiefs of Police (EUA). Ele apresentou uma iniciativa semelhante realizada em Recife (PE) que reduziu em 70% o número de crimes cometidos em uma das principais avenidas da capital. Tratava-se de um projeto simples de integração e comunicação entre porteiros de condomínios, moradores e a polícia civil com o objetivo de informar sobre veículos e pessoas suspeitas que circulavam pela rua.

“A informação é a principal defesa que o cidadão tem contra a insegurança, portanto, é preciso criar consciência sobre isso e usar a tecnologia para esse objetivo”, destacou Silva Filho.

O coronel aposentado da PM de SP também enfatizou a necessidade de se aumentar o risco para o trabalho dos bandidos e que isso pode ser feito por meio da troca de informações entre moradores de uma rua, entre porteiros de diferentes condomínios, entre o cidadão e a polícia. “Criminoso é como barata: gosta de local escuro e sujo. Quando uma comunidade se une e passa a trocar informações, é como se ela iluminasse e limpasse a sua região, mas as pessoas precisam estar conectadas e fazer alguma coisa porque o Estado, sozinho, não é capaz de resolver esse problema”, orientou.

Por fim, Silva Filho falou sobre a importância que o porteiro tem na segurança pública, uma vez que ele é um vigia permanente do que ocorre na sua rua. “É necessário redimensionar o trabalho do porteiro. Ele não pode ser simplesmente alguém que abre e fecha portão. Ele tem acesso a informações valiosas a todo instante e precisa compartilhá-las”, concluiu.

O aplicativo Ammigo soluciona justamente esta carência: conectar as pessoas para aumentar a segurança. “Quando um porteiro que utiliza o Ammigo avista um carro suspeito em sua rua, por exemplo, ele pode avisar o porteiro de outro condomínio que também usa o aplicativo fazendo um trabalho preventivo”, destacou Martin Henkel, co-fundador do Ammigo.

Inicialmente, o Ammigo será posto em prática em um projeto piloto em Porto Alegre em um condomínio com mais de cinco mil moradores. Ainda em julho, o aplicativo estará disponível para download na Google Play e Apple Store.

 

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